No Centro CAPE, artesãos comemoram certificação

24/06/2009

No dia 24 de junho, com a presença da presidente do ICCAPE, Tânia Machado, dos consultores do programa PCPA e da coordenadora Beatriz Santana, quinze artesãos recebem, no Instituto Centro CAPE, o Certificado do Selo de Qualidade I.Q.S. Agora o programa soma 97 produtores certificados em 53 municípios mineiros.

Criado para garantir aos compradores a qualidade da cadeia produtiva do artesanato brasileiro, o Programa de Certificação da Produção Artesanal (PCPA) atua junto aos produtores que desejam reorganizar sua produção sob as seguintes diretrizes: ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável.

De acordo com a artesã Rosalina Figueiredo, quem hoje vai ao seu ateliê percebe a diferença: “Está muito mais organizado. Além da organização do espaço, outro aprendizado muito importante foi sobre colocar o preço nos produtos e organizar o fluxo de caixa”, diz Rosalina. Estima-se que os artesãos que concluem o processo de certificação, conseguem um aumento médio de 30% em suas vendas . Alam da organização do espaço e da construção da cadeia produtiva, o reaproveitamento de resíduos e o ganho de tempo para produção e criação são fatores que contribuem para este aumento.

A artesã Leila Maria Nunes produz pingüins em cabaça e é um exemplo de organização e controle sobre a cadeia produtiva. Leila diz que o seu primeiro contato com os projetos do Centro CAPE foi durante a Feira Nacional de Artesanato. “Durante a feira participei de uma oficina sobre Como Calcular o Preço do Produto com a consultora Adriana Meireles. Já naquela época, dei um salto qualitativo no meu trabalho. Agora, com o Selo IQ.S., percebi outras questões fundamentais na organização de um empreendimento”.

Entre as artesãs que concluíram as etapas do processo de Certificação, está Carla Ramos que trabalha em Belo Horizonte produzindo bolsas em tecido. Durante o processo Carla percebeu ganhos significativos a partir dos ajustes recomendados pelos consultores. “É um excelente projeto e aproveitei tudo que tive oportunidade. Hoje tenho uma qualidade de vida melhor durante a minha produção, ganhando tempo e de forma confortável.  Aprendi também a me disciplinar, principalmente com relatórios de despesas”, comemora a artesã.

Os quinze artesãos certificados fizeram parte de uma parceria firmada entre o Instituto Centro CAPE e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE/MG), que atendeu artesãos de Belo Horizonte, Santa Cruz de Minas e Tiradentes.