Expositor da FNA recebe premio nacional

6/29/2009

Vi hoje com muito orgulho, a reportagem com o Rogério Sena no caderno Cultura do Estado de Minas, informando que ele ganhou o prêmio maior em Piracicaba de artista primitivo.

Rogério começou suas primeiras exposições na Feira Nacional de Artesanato, se não me engano de 1999 ou 2000. Ele apresentava seus trabalhos através do Centro Arthur Bispo e sempre tive o maior respeito por ele, apesar de muitos o olharem como doido ou louco, por ele já ter sido internado muitas vezes. Ele sempre disse que gostava muito do Centro Cape e Mãos de Minas, pois lá todos o tratavam como uma pessoa normal e não como um doido.

A lógica deles me encanta… Na Feira Nacional, quando o pessoal da saúde mental chega (normalmente, hoje apoiamos uns cinco ou seis movimentos com stands gratuitos), os seguranças das roletas já sabem que não podem recolher os convites, pois quando tentam fazer, todos respondem: não, não vou dar este convite, pois ele é meu… Foi dona Tânia que me deu… Não é obvio? Se dei o convite para ele, por que o segurança tem que pegar?

Agora, a reportagem fala muito de preconceito… Achei engraçado foi o marchant que o descobriu “num evento no Minascentro…”. Poxa senhor marchant! Poderia ter dito, na Feira Nacional de Artesanato, no Minascentro! Tem muita gente ligada a arte que tem vergonha de dizer que freqüenta feira de artesanato, pois poderá parecer que não esta indo nos melhores salões de cultura… Olha, a Feira Nacional de Artesanato já propiciou que centenas de artistas tipo o Rogério tivessem a possibilidade de serem descobertos no mercado das artes. Veja o caso da Nene Cavalcanti da Paraíba. Na primeira feira que ela participou, parecia um bicho do mato! No ano passado fiquei impressionada com os cuidados que ela tem, agora, consigo, depois que descoberta a beleza de suas peças. Hoje ela tem produtos espalhados pelos cinco continentes…
Leonardo Bueno é outro caso que começou num pedacinho de chão em 2004 e hoje é artista renomado e de respeito.

Parabens Rogério, você merece! E continue a ser esta pessoa sensível e observadora que você sempre foi.

Tânia Machado

Presidente do Centro CAPE

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