HISTÓRIA DA CRIAÇÃO

 

O processo que culminou com a criação da Central Mãos de Minas surgiu da experiência pessoal de sua fundadora, Tânia Machado.

Ao produzir peças artesanais, Tânia vivenciava as dificuldades que o artesão se deparava no processo de comercialização de seus produtos. As dificuldades iam desde as mais simples, como a emissão de notas fiscais para colocar o produto no mercado, até as mais complexas, como abrir as portas para o artesanato alcançar o mercado internacional.

Para mudar este cenário desfavorável,Tânia Machado mobilizou artesãos, empresas e governos para tentar mudar a realidade do setor artesanal. A iniciativa gerou os primeiros frutos quando, em 1983, foi criado o projeto Mãos de Minas, vinculado ao governo estadual.

Logo percebeu-se a importância do projeto e o Mãos de Minas tornou-se uma Associação Sem Fins Lucrativos, disponibilizando, entre outros serviços, a emissão de notas fiscais aos produtores que, antes, tinham que buscar a Secretaria da Fazenda, enfrentando um longo processo burocrático, para garantir melhores condições de venda. Os trabalhos desenvolvidos pela Associação assumiram tamanha proporção que a instituição ficou auto-suficiente, transformando-se uma Organização Não Governamental.

Hoje, a Central Mãos de Minas conta com mais de sete mil filiados de todo o estado de Minas Gerais. A instituição oferece apoio aos artesãos, desde a produção até à comercialização dos produtos. A ONG está envolvida em projetos de alcance nacional e internacional. A Central também possui uma loja em Belo Horizonte e, no site, a Loja Virtual que servem como canal de venda dos produtores mineiros para o Brasil e o exterior.

Os resultados dos trabalhos realizados pela Central Mãos de Minas já surtiram efeito, até mesmo em forma de leis. A força da Central e de seus associados foi fundamental para que o governo de Minas Gerais aprovasse um projeto permitindo a venda dos produtos artesanais, do setor alimentício, em todo o estado. Antes, isso só era possível a uma empresa formal, representando um obstáculo para o artesão crescer.

Regulamentar o artesão como profissão é outro objetivo dos associados como o apoio da Central.

Hoje, a Mãos de Minas se orgulha de fazer parte da história de crescimento desse setor que, no Brasil, reúne 8,5 milhões de pessoas, sendo 500 mil em Minas Gerais. O artesanato gera, em média, R$ 30 bilhões por ano para a economia nacional sendo um importante instrumento de geração de emprego e renda para a população.